CAPÍTULO 17

RELIGIOSIDADE: FÉ, INFLUÊNCIA DOS JESUÍTAS, PRIMEIRAS CAPELAS, PARÓQUIA DE SÃO MANOEL, IRMANDADES E DEVOÇÃO A SÃO SEBASTIÃO




1. PANORAMA GERAL


A religiosidade em Mutum e no distrito de Roseiral constitui um dos alicerces

mais sólidos da identidade cultural local, antecedendo a própria forma urbis

e a estruturação do poder público. A fé católica, introduzida no território

ainda no período colonial, moldou a paisagem com a construção das primeiras

capelas, organizou a vida comunitária em torno das festas do calendário

litúrgico e deu origem a manifestações populares singulares, como as Charolas

de São Sebastião — registradas como patrimônio imaterial de Minas Gerais.

A criação da Paróquia de São Manoel (1912), a celebração do padroeiro

(17 de junho) e as folias e charolas que percorrem as comunidades rurais entre

6 e 20 de janeiro constituem o tripé central da vida religiosa mutuense.


vieram os jesuítas e vigários, construíram-se as pequenas Capelas,

formou-se a pequena vila, que nos fins de semana recebia gente que vinha

para a Capela e comprava bens, veio o mercado.


Fonte: Prefeitura Municipal de Mutum — História


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2. A RELIGIOSIDADE COMO VETOR DE OCUPAÇÃO E A INFLUÊNCIA DOS JESUÍTAS


2.1. A capela de São Manoel e o marco fundador (1864-1882)


O povoamento do território de Mutum esteve umbilicalmente ligado à construção

de uma capela. Em 1864, o alferes Francisco Inácio Fernandes Leão, ao

reconhecer a vasta sesmaria que lhe fora doada pelo Governador da Província

de Minas Gerais, fixou-se em um local onde já existia uma povoação anterior,

às margens de um rio que denominou Guaxima.


Dezoito anos depois, o alferes Francisco Inácio doou 96,80 hectares para a

construção naquele local de uma capela em homenagem a São Manuel. Assim

surgiu no local nova povoação, que passou a chamar-se São Manuel de Mutum.


Fonte: IBGE — Documentação Territorial do Brasil: Mutum (MG)


A doação da área para a capela e a construção do templo marcam, mais do que

qualquer outro evento, a transição do arraial para a vila. A capela de São

Manoel (hoje a Igreja Matriz) foi o elemento aglutinador em torno do qual se

formou o povoado, estabelecendo uma relação simbiótica entre o sagrado e o

secular: a missa dominical atraía os tropeiros, e o entorno do templo tornou-se

o espaço do comércio e da sociabilidade.


2.2. A presença sutil dos Jesuítas no Vale do Rio Doce


Embora a Companhia de Jesus tenha atuado intensamente na catequese e na

colonização do Brasil, não se localizou documentação específica sobre uma

missão jesuítica fixa no atual território de Mutum. Contudo, as fontes

disponíveis indicam a presença difusa de padres jesuítas na vasta região dos

vales do Mucuri e do Rio Doce durante os séculos XVI e XVII, em meio a

tentativas de pacificação dos índios Aimorés (Botocudos). Jesuítas notáveis

como o padre João de Souto Maior e o padre Manuel da Nóbrega referenciaram

áreas no entorno do Rio Doce.


A citação da Prefeitura Municipal — “vieram os jesuítas e vigários” — é a

confirmação documental de que houve presença institucional da Igreja Católica

(tanto da Companhia de Jesus quanto do clero secular) antes mesmo da formação

do arraial. Eles foram responsáveis pela fundação das primeiras capelas

itinerantes e pela administração dos sacramentos em um território que, no

início do século XIX, deixou de ser “proibido” pela Coroa, atraindo aventureiros

e tropeiros em busca de terras férteis.


Os primeiros habitantes de Mutum foram os índios Botocudos ... Durante o

início do século XIX, em 1809, a região deixou de ser 'proibida' pela

coroa, então os povos começaram a se aproximar pelo Rio Pardo (hoje o

município de Iúna-ES), os primeiros a se instalarem eram tropeiros, (...)

vieram os jesuítas e vigários, construíram-se as pequenas Capelas.


Fonte: Prefeitura Municipal de Mutum — História


2.3. A Capela Nossa Senhora do Rosário (Ponte Alta)


O tombamento municipal da Capela Nossa Senhora do Rosário, localizada no

Córrego da Ponte Alta, é uma evidência da preservação do patrimônio religioso

colonial. Sua ficha de tombamento reproduz integralmente a narrativa histórica

da Prefeitura, situando-a no contexto da chegada dos tropeiros e da

consequente edificação de pequenos templos nas paragens.


Capela Nossa Senhora do Rosário foi tombada pela Prefeitura Municipal de

Mutum-MG por sua importância cultural para a cidade. Localização: Estrada

do Córrego Ponte Alta, s/n – Mutum-MG


Fonte: IPatrimônio — Mutum – Capela Nossa Senhora do Rosário


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3. A PARÓQUIA DE SÃO MANOEL E AS COMUNIDADES DA FÉ


3.1. Criação da Paróquia (1912)


A Paróquia de São Manoel, a primeira e principal circunscrição religiosa do

município, foi criada em 31 de outubro de 1912, apenas quatro meses após a

emancipação política da cidade (19 de junho de 1912). A ereção canônica ocorreu

simultaneamente à instalação do município no território mineiro, demonstrando

a prioridade da estruturação eclesiástica na vida social da época.


Paróquia de São Manoel – Criação – 31 de Outubro de 1912.


Fonte: Diocese de Caratinga — Paróquia de São Manoel


A unidade paroquial está jurisdicionada à Diocese de Caratinga, criada pelo

Papa Bento XV em 10 de dezembro de 1915, e composta originalmente por seis

municípios, incluindo Mutum.


História da Diocese de Caratinga — Na época, a diocese era composta por seis

municípios: Caratinga, Manhuaçu, Carangola, José Pedro (Ipanema), Mutum e

Aimorés.


Fonte: Diocese de Caratinga — História da Diocese


3.2. A rede de comunidades da Paróquia


A Paróquia de São Manoel organiza-se em um conjunto de comunidades que abrangem

a sede, os distritos e as zonas rurais do município. As comunidades listadas

no sítio eletrônico da paróquia incluem [citation:1]:


Comunidade São Manoel (Matriz)

Comunidade São Sebastião

Nossa Senhora Aparecida

Nossa Senhora da Eucaristia

São Vicente

Frei Galvão

Nossa Senhora da Penha

Barra da Ponte Alta

Santa Efigênia

Ponte Alta

Vargem Alegre

Venda Azul

Palha Branca

Barcelos

Santa Luzia

São Roque

Santa Rita

Lagoa Torta

São Judas

Santa Maria

Floresta

Alto Santa Rita

Encoberta

Boa Esperança

Barra Longa

Rodrigues

Cachoeirão

Roseiral

Mata Fria

Vermelho

Vargem Alegre dos Farias

Farias

Divino

Alto Dourado

Lajinha

Bronze

São Lucas

Centenário

Córrego Seco

Vala do Batista

Santa Eliza

Humaitá

Leandros

São José

Imbiruçu

Bom Conselho

Nossa Senhora de Lourdes

Caracol

Nossa Senhora das Graças

Barra do Himalaia

Santa Terezinha

São Sebastião – Ocidente

Taquara

São Martinho

Himalaia

Santa Luzia – Ocidente


Fonte: Paróquia de São Manoel — Comunidades


A comunidade de Roseiral figura explicitamente na lista de comunidades da

paróquia [citation:1], confirmando o pertencimento do distrito à estrutura

eclesiástica de Mutum e a manutenção do culto na Igreja do Bom Jesus.


3.3. A Igreja Matriz e o culto a São Manoel


A Igreja Matriz de São Manoel, localizada na Avenida Antônio Carlos, 132,

é o coração da fé católica no município. A paróquia é atendida atualmente

pelo pároco Pe. José Paula Vilela e pelo vigário paroquial Pe. José Antônio

Nogueira, e mantém um amplo trabalho de assistência pastoral às comunidades

urbanas e rurais, incluindo a Capela do Bom Jesus em Roseiral.


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4. AS FESTAS DO CALENDÁRIO LITÚRGICO E A DEVOÇÃO POPULAR


4.1. As festividades de São Manoel (17 de junho)


A Festa do Padroeiro São Manoel, celebrada em 17 de junho, é feriado municipal

e constitui o mais importante evento religioso do calendário mutuense.

A programação inclui missas, novenas (com a participação das escolas locais),

desfiles de alegorias (‘Ribalta’), e a tradicional ‘Lanterna de São Manoel’,

quando milhares de fiéis sobem as colinas com velas acesas e descem em

procissão luminosa em direção ao templo.


São Manoel de Mutum é celebrado em 17 de junho em homenagem ao padroeiro da

cidade de Mutum (...) Durante o dia, celebrações e missas são realizadas

nas principais igrejas da cidade, além de desfiles com grandes alegorias

como a ‘Ribalta de São Manoel’. (...) a famosa ‘Lanterna do São Manoel’,

quando milhares de pessoas desfilam com mais de cinco mil velas iluminadas

desde o topo das colinas da cidade em direção ao templo de São Manoel.


Fonte: Próximo Feriado — São Manoel de Mutum


4.2. Festa do Bom Jesus (Roseiral)


O distrito de Roseiral possui como principal templo católico a Igreja do Bom

Jesus, cuja festa anual é realizada entre os dias 5, 6 e 7 de agosto.

A localização do templo na área central do distrito (em frente à quadra

poliesportiva) mantém a tradição de que a capela é o centro aglutinador da

vida comunitária — o fiel não apenas reza, mas também se encontra, socializa

e celebra em seu entorno imediato.


4.3. Devoção a Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito


A tradição do Rosário, associada à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário

(destinada aos negros e mestiços no período colonial), pode ter chegado à

região de Mutum pela influência dos tropeiros e dos primeiros vigários que

atenderam o território. A Capela Nossa Senhora do Rosário (Ponte Alta) mantém

viva essa devoção. A ela associa-se, no ciclo junino e nas celebrações do

Congado, a devoção a São Benedito, padroeiro dos negros no Brasil colonial.


4.4. Devoção ao Divino Espírito Santo


A Festa do Divino é uma das mais antigas e difundidas manifestações do

catolicismo popular, organizada tradicionalmente por irmandades leigas

(impérios ou folias do Divino). Em Mutum, a festa é realizada anualmente e

compõe, ao lado da Festa de São Sebastião e do Carnaval, o calendário de

eventos culturais do município. A tradição da Folia do Divino é mantida viva

por grupos locais, que participam de encontros e celebrações na paróquia.


Além da Festa de São Sebastião, outros eventos marcantes incluem o Carnaval

de Mutum e a Festa do Divino, que refletem a rica tradição cultural da região.


Fonte: Explora Brasil — O que fazer em Mutum


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5. CHAROLAS E FOLIAS DE REIS: DEVOÇÃO A SÃO SEBASTIÃO

COMO PATRIMÔNIO IMATERIAL


A manifestação religiosa mais singular e de maior densidade antropológica em

Mutum é o complexo das Charolas e Folias de Reis dedicadas a São Sebastião.

Trata-se de uma tradição centenária de origem ibérica, que envolve grupos de

cantadores e tocadores (viola, violão, cavaquinho, sanfona, caixa, pandeiro e

chocalho) que percorrem as casas dos devotos carregando uma bandeira,

distribuindo bênçãos e recolhendo donativos.


5.1. A Charola de São Sebastião de Ponte Alta (Registro IEPHA nº 626)


A mais antiga charola do município, localizada no Córrego da Ponte Alta,

nasceu de uma promessa durante uma epidemia que ceifava a vida de crianças

no pequeno povoado. Um morador prometeu organizar uma charola em homenagem

ao santo guerreiro se ninguém mais morresse. O pedido foi atendido, e a

tradição perpetuou-se por mais de um século.


A Charola de São Sebastião nasceu como promessa durante uma epidemia que

matava algumas crianças num pequeno povoado mineiro.


Fonte: IPatrimônio — Mutum – Charola de São Sebastião


A Charola de São Sebastião de Ponte Alta foi registrada pelo Instituto

Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) em

06 de janeiro de 2017, sob o número 626, no livro de tombo “Formas de

Expressão”, como parte do conjunto “As Folias de Minas”. O registro reconhece

o valor da tradição como parte constitutiva da memória cultural mineira.

A charola realiza seu giro anual entre 06 e 20 de janeiro (período da Festa

de São Sebastião).


A tradição, de origem ibérica, faz parte das celebrações mais antigas e

difundidas no estado de Minas Gerais e no Brasil, e, ao longo dos anos, foi

se tornando um componente de considerável importância na construção do

imaginário, identidade e memória individual e coletiva dos mineiros.


Fonte: IPatrimônio — Mutum – Charola de São Sebastião de Ponte Alta


5.2. A Folia de Reis de São Sebastião de Imbiruçu (Registro IEPHA nº 628)


Também registrada pelo IEPHA (nº 628) na mesma data (06/01/2017), a Folia de

São Sebastião do distrito de Imbiruçu é uma variante da tradição que mantém

a figura do palhaço, diferindo da Charola de Ponte Alta nesse aspecto.


Na Folia de Reis, por exemplo, temos a figura do palhaço, enquanto na charola

não.


Fonte: Mutum Cultural — III Encontro de Charolas de Mutum


Os integrantes usam instrumentos semelhantes e também realizam seu giro entre

os dias 06 e 20 de janeiro. A Folia de Imbiruçu, atuante há mais de 50 anos,

é um testemunho da vitalidade da cultura popular na zona rural do município.


A Folia Charolas São Sebastião de Caracol, em Imbiruçu, município mineiro de

Mutum, comunidade que tem forte relação com a Terra dos Tropeiros. A Folia

Charolas São Sebastião de Caracol se tornou uma tradição que passou de pai

para filho até chegar à geração atual que já prepara as futuras.


Fonte: Prefeitura de Ibatiba (ES) — Prefeito recebe visita de Folia


5.3. O resgate da tradição em Roseiral


O giro das Charolas e Folias de Reis, que ocorre entre 6 e 20 de janeiro,

historicamente também incluía o distrito de Roseiral. O III Encontro de

Charolas, em 2016, apontou expressamente o resgate dessa tradição em Roseiral

como um dos objetivos das políticas culturais do município.


Os dois primeiros encontros serviram para fortalecer os grupos em atividade,

e que a partir desse terceiro o objetivo é resgatar onde já teve como em

Ocidente, Roseiral, Humaitá, Farias, etc.


Fonte: Mutum Cultural — III Encontro de Charolas de Mutum


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6. A ASSEMBLEIA DE DEUS E A DIVERSIDADE RELIGIOSA EM ROSEIRAL


Além da matriz católica, a comunidade de Roseiral abriga um importante templo

da Assembleia de Deus, atendido pastoralmente por décadas pelo pastor

Joel Luiz Vaccari (1997-2021). Durante sua liderança, foram realizadas obras

de reforma e melhorias no templo, e criada a Fanfarra Shekinah — projeto

social e cultural que envolveu a juventude do distrito.


A reforma mais recente da Igreja Assembleia de Deus em Roseiral, que tem como

sede a Assembleia de Deus de Humaitá, é outro trabalho relevante que pastor

Joel deixou como legado do seu pastoreio por estas paragens.


Fonte: Mutum Pastoral — Pastor Joel: na cadência da evangelização


A presença de uma congregação evangélica atuante evidencia a pluralidade

religiosa do distrito, para além da hegemonia católica, sem que isso

represente ruptura com as tradições locais (as charolas continuam a ser bem

recebidas em visita às casas dos fiéis evangélicos).


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7. IRMANDADES LEIGAS NO CONTEXTO DE MUTUM


Embora o movimento das Irmandades Leigas (ou Ordens Terceiras) tenha tido seu

apogeu no período colonial, sobretudo nas cidades do Ciclo do Ouro em Minas

Gerais, há indícios de que Mutum, em seu processo de formação mais tardio

(segunda metade do século XIX), herdou essa tradição associativa diretamente

ligada ao cuidado com as igrejas, aos enterros e às missas de almas.


As Folias e Charolas podem ser interpretadas como uma forma “itinerante” e

popularizada dessas antigas irmandades — mantendo o caráter associativo (o

grupo se organiza em torno de uma devoção comum), a prática da esmola

(donativos recolhidos para o santo e para a igreja) e o compromisso com a

manutenção do culto (reza de terços, ladainhas e celebração de missas).


Em Mutum, não foram localizados documentos específicos sobre a existência de

uma ‘Irmandade do Santíssimo Sacramento’ ou ‘Irmandade de Nossa Senhora do

Rosário’ com sede canônica, mas a prática associativa está viva e pulsante no

funcionamento cotidiano das comunidades eclesiais de base e das Folias de Reis.


Irmandades são agremiações masculinas, femininas ou mistas em torno de uma

devoção determinada; pessoas que abraçavam a causa religiosa sem deixar a

vida.


Fonte: ANPUH — As práticas educativas nas irmandades leigas mineiras


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8. O EVENTO KAIRÓS (IGREJA CASA DE ORAÇÃO)


A cidade registra ainda a presença do evento Kairós (palavra grega que significa

“tempo de Deus”), uma realização da Igreja Casa de Oração para Todas as Nações.

Trata-se de um dos maiores eventos evangelísticos da região, que reúne louvores,

pregação, curas e milagres.


Na Teologia, Kairós significa Tempo de Deus (No grego: momento certo ou

oportuno). Chronos é o tempo do homem. Idealizado pela Igreja Casa de Oração

Para Todas as Nações, o 8º Kairós é um evento de evangelização envolvendo

toda a comunidade, sem distinção de cor, etnia ou classe social.


Fonte: Mutum OnLine — 8º kairós em Mutum-MG


O evento mobiliza caravanas de várias cidades e de todos os distritos,

incluindo Roseiral, e ilustra o vigor do segmento neopentecostal no município,

que convive com a tradição católica e com as igrejas evangélicas históricas.


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9. QUADRO‑SÍNTESE: PATRIMÔNIO RELIGIOSO E CALENDÁRIO FESTIVO

DE MUTUM/ROSEIRAL


| Instituição / Manifestação | Local(is) de realização | Datas principais | Status / Proteção |

|-----------------------------------------|--------------------------------------|-----------------------|-----------------------------------|

| Paróquia de São Manoel (Matriz) | Sede (Avenida Antônio Carlos) | Criada em 31/10/1912 | Jurisdição: Diocese de Caratinga |

| Festa de São Manoel (Padroeiro) | Sede (Igreja Matriz e ruas da cidade)| 17 de junho | Feriado Municipal |

| Charola de São Sebastião de Ponte Alta | Córrego da Ponte Alta (zona rural) | Giro: 06–20 de janeiro| Registro IEPHA nº 626 (2017) |

| Folia de São Sebastião de Imbiruçu | Distrito de Imbiruçu | Giro: 06–20 de janeiro| Registro IEPHA nº 628 (2017) |

| Charola de São Sebastião de Roseiral | Distrito de Roseiral | Giro: 06–20 de janeiro| Em processo de revitalização |

| Igreja do Bom Jesus | Distrito de Roseiral | Festa: 05–07 de agosto| Comunidade eclesial ativa |

| Capela Nossa Senhora do Rosário | Córrego da Ponte Alta | — | Tombada pela Prefeitura Municipal |

| Assembleia de Deus | Distrito de Roseiral | Cultos semanais | Congregação ativa |

| Evento Kairós | Quadra Poliesportiva (sede) | Datas variáveis | Evangelização interdenominacional |


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REFERÊNCIAS DO CAPÍTULO 17

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PREFEITURA MUNICIPAL DE MUTUM. História. mutum.mg.gov.br/historia/


IBGE — INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Documentação Territorial

do Brasil: Mutum (MG). Código do município: 3144003. biblioteca.ibge.gov.br


DIOCESE DE CARATINGA. História da Diocese de Caratinga. 01 fev. 2021.

diocesecaratinga.org.br


DIOCESE DE CARATINGA. Paróquia de São Manoel — Mutum (MG).

diocesecaratinga.org.br/paroquia/paroquia-sao-manoel/


IPATRIMÔNIO. Mutum – Capela Nossa Senhora do Rosário. Tombada pela Prefeitura

Municipal de Mutum. ipatrimonio.org


IPATRIMÔNIO. Mutum – Charola de São Sebastião de Ponte Alta. Registro IEPHA

nº 626. ipatrimonio.org/mutum-charola-de-sao-sebastiao-de-ponte-alta


IPATRIMÔNIO. Mutum – Folia de Reis de São Sebastião. Registro IEPHA nº 628.

ipatrimonio.org


SECRETARIA DE ESTADO DE CU