CAPÍTULO 24

TURISMO E POTENCIAL ECOTURÍSTICO





1. PANORAMA GERAL E POTENCIALIDADES DO TERRITÓRIO


O município de Mutum e seu distrito de Roseiral possuem um dos mais notáveis potenciais turísticos do Vale do Médio Rio Doce, ainda subaproveitado, mas crescentemente valorizado por políticas públicas e iniciativas privadas. O território articula elementos fundamentais para o desenvolvimento do turismo sustentável. Em primeiro lugar, a natureza exuberante — cachoeiras de águas cristalinas, piscinas naturais esculpidas em rochas graníticas, monólitos imponentes como a Pedra Invejada, trilhas em meio à Mata Atlântica e rios propícios a passeios de barco e banho. Em segundo, a riqueza cultural e histórica — Charolas e Folias de São Sebastião registradas como patrimônio imaterial de Minas Gerais pelo IEPHA, igrejas seculares, festas tradicionais, gastronomia mineira autêntica e o legado tropeiro. Finalmente, a hospitalidade mineira, em que o visitante é recebido de braços abertos e tratado como parte da comunidade desde a chegada.


Como declarado pela Prefeitura Municipal, Mutum fica na região que outrora foi denominada Região das Matas, e o município conta com atrações turísticas não muito conhecidas, tal como um parque arqueológico indígena que foi descoberto pela Família dos Rodrigues da Fonseca (Prefeitura Municipal de Mutum — História). O município também é descrito pelo portal Explora Brasil como um “verdadeiro pedacinho do paraíso mineiro”, onde o visitante pode desfrutar de um cenário que une cachoeiras deslumbrantes, artesanato local e festas tradicionais.


A localização estratégica, a cerca de 379 km de Belo Horizonte e com acesso facilitado pelas rodovias MG‑108, MG‑441 e BR‑262, permite que Mutum e Roseiral se insiram em roteiros mais amplos, como o Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas (CTMAM) e a Instância de Governança Regional Trilhas do Rio Doce, que articula 52 municípios do Vale Médio e Baixo Rio Doce. Essas instâncias de governança turística vêm estruturando roteiros integrados, com programas estratégicos de capacitação, certificação e formalização de empreendedores, criação de rotas temáticas (gastronomia, religiosidade, natureza e aventura) e incentivo ao turismo de base comunitária, fortalecendo a economia local e proporcionando experiências autênticas e imersivas para os visitantes (Institucional – Trilhas do Rio Doce).


2. ATRATIVOS NATURAIS


A beleza cênica de Mutum e Roseiral é resultado da combinação entre a Mata Atlântica bem preservada, o relevo acidentado e a abundância de recursos hídricos. O município é “cercado por belas cachoeiras, perfeitas para um dia de aventura na natureza” e “convite irresistível para os amantes da natureza e da história” (Explora Brasil), oferecendo uma gama diversificada de atividades ao ar livre: caminhadas, trilhas, passeios de barco e observação de aves (Viajandar – Turismo e Dados de Mutum).


Os visitantes de Mutum podem desfrutar de caminhadas, trilhas, passeios de barco e observação de aves.


Fonte: Viajandar — Turismo e Dados de Mutum


O distrito de Roseiral, por sua vez, é caracterizado por suas florestas exuberantes, rios cristalinos e montanhas majestosas, sendo também um destino ideal para os amantes da história, pois a região é rica em tradições e costumes (Férias.tur.br – Hotéis e Pousadas em Roseiral MG). A proximidade com o Parque Estadual do Rio Doce (PERD) — a maior área contínua de Mata Atlântica preservada em Minas Gerais — e com o Parque Nacional do Caparaó confere ao território importância estratégica como zona de amortecimento e corredor ecológico, ampliando as possibilidades de roteiros integrados de ecoturismo.


2.1. Pedra Invejada e Outros Monólitos


O Conjunto Paisagístico da Pedra Invejada é o mais emblemático atrativo geoturístico do município. Monólito de granito com formato peculiar que lembra a letra “M”, a Pedra Invejada está na divisa de Mutum com Lajinha, no sudoeste do estado, a uma altitude de 1.516 m acima do nível do mar (Wikipédia — Pedra Invejada). Sua face voltada para a cidade é visível de quase toda a área urbana, funcionando como referencial afetivo e espacial para os mutuenses. A Pedra é conhecida por ser “o maior bloco compacto de puro granito da América do Sul”, atração que tem despertado o interesse de montanhistas, praticantes de rapel e aventureiros de várias partes do país.


Ao lado da Pedra Invejada, as formações da Pedra do Facão, com altitude de 1.315 m, e da Pedra do Gaspar completam a tríade de monólitos que circundam Mutum, sendo símbolos do ecoturismo na região do entorno do Caparaó (Wikiwand — Mutum). Esses monumentos naturais são tombados pela Prefeitura Municipal como bens de interesse cultural e paisagístico, sendo passíveis de visitação mediante autorização dos proprietários (as terras são particulares).


O acesso à Pedra Invejada se dá por estrada vicinal de terra a partir da MG‑108, com aproximadamente 45 km de distância da sede municipal. A subida a seu cume requer preparo físico e, preferencialmente, guia local, dada a ausência de estruturas fixas de segurança na maior parte do percurso.


2.2. Cachoeiras e Piscinas Naturais


Mutum é cercada por um cinturão de cachoeiras, cada qual com características singulares e distintos graus de acessibilidade. A força da água sobre o leito de granito e gnaisse esculpiu, ao longo de milênios, desníveis abruptos, caldeirões escavados (potholes) e piscinas naturais de bordas suaves — verdadeiras obras‑primas da geomorfologia fluvial.


As principais quedas d’água são (Instagram — Cachoeiras de Mutum; Explora Brasil):


· Cachoeira da Berica: a apenas 6 km da cidade, de fácil acesso, com boa estrutura para banho e lazer. É a cachoeira mais frequentada por famílias com crianças, pois o trecho inicial é plano e o banho é seguro.

· Cachoeirão: localizada a 10 km de Mutum, destaca-se por seu tobogã natural sobre um lajeado de rocha polida, formando uma piscina natural na base. É ideal para jovens e aventureiros que buscam um mergulho emocionante.

· Cachoeira Torta: situada a meros 2 km da sede, é a mais acessível e também a mais procurada para fins de semana. Conta com trilha curta e bem sinalizada.

· Cachoeira do Pinga: uma das joias naturais de Mutum, com águas cristalinas e ambiente tranquilo, “perfeita para um banho refrescante nos dias quentes. A trilha até a cachoeira é acessível e proporciona momentos de contato direto com a natureza” (RotadosDestinos).

· Cachoeira Pedra Invejada: a 45 km da sede, com trilha íngreme e possibilidade de rapel na própria face do monólito. Exige preparo físico e guia especializado. Não há estrutura de apoio no local.

· Cachoeira Alta do Mutum (vide listagens regionais): queda de aproximadamente 20 m de altura, formando piscina natural, a 12 km da sede. Acesso por estrada de terra em boas condições, com pequena caminhada até o local.


Além das quedas d’água, os próprios cursos do Rio Mutum, do Rio José Pedro e do Rio São Manoel oferecem trechos de águas calmas e cristalinas, ideais para banho, pesca artesanal e passeios de canoa ou caiaque. A qualidade das águas tem melhorado sensivelmente com as obras de saneamento da Copasa e com os programas de recuperação de nascentes que vêm sendo executados na bacia (Programa Terra Doce, Fundação Renova/Samarco).


2.3. Parque Natural Municipal


O Parque Natural Municipal de Mutum é “um dos principais atrativos da cidade. Com uma vasta área de vegetação nativa, o parque é ideal para caminhadas e piqueniques em meio à natureza. Os visitantes podem desfrutar de trilhas que levam a mirantes com vistas deslumbrantes da região, além de observar a fauna e flora locais” (RotadosDestinos). O parque abriga nascentes que contribuem para a formação do Rio José Pedro e para o abastecimento da sede municipal, sendo também espaço de pesquisa e educação ambiental.


3. ATRATIVOS CULTURAIS E PATRIMÔNIO HISTÓRICO


3.1. Igreja Matriz de São Sebastião e Capela de São Manuel


A Igreja Matriz de São Sebastião, localizada na Avenida Antônio Carlos, 132, é um exemplo clássico do estilo colonial mineiro, com nave única, torre sineira adossada à fachada principal e altares laterais de madeira talhada. Sua construção data das primeiras décadas do século XX (1912-1920), erguida após a criação da Paróquia de São Manoel. O interior guarda imagens sacras dos séculos XIX e XX, algumas das quais tombadas pelo IEPHA-MG.


A Capela de São Manuel (ou Capela de Guaxima) é o marco fundador do município — construída em 1882 sobre a doação de 96,80 hectares de terras feita pelo alferes Francisco Inácio Fernandes Leão. Mantém as características arquitetônicas originais, com paredes de tijolos maciços rebocadas, telhado de telha-canal e piso de tijolos. Localiza‑se na antiga povoação de Guaxima, a cerca de 12 km da sede, em meio a fazendas de café e pastagens. É uma “belíssima capela construída em homenagem ao santo São Manuel, localizada onde a povoação Guaxima se estabeleceu” (Viajandar).


3.2. Igreja do Bom Jesus (Roseiral)


A Igreja do Bom Jesus, no distrito de Roseiral, é o principal templo católico da localidade e um dos mais belos exemplares de arquitetura vernacular rural do município. Construída nas primeiras décadas do século XX, segue o padrão das capelas rurais mineiras: nave única, paredes caiadas de branco, telhado de duas águas, torre sineira integrada à fachada principal. O interior guarda um altar‑mor de madeira entalhada e imagens do Bom Jesus, de Nossa Senhora das Dores e de São Sebastião. A igreja é o centro aglutinador da vida comunitária do distrito, e sua festa anual (5 a 7 de agosto) atrai devotos de toda a região, constituindo importante atrativo cultural e religioso.


O distrito de Roseiral também abriga exemplares da arquitetura civil do início do século XX — casarões com janelas de madeira, portas centrais em verga reta e beirais com cachorros talhados. Embora não tombados formalmente, esses imóveis integram o patrimônio histórico edificado do município, contribuindo para o charme e a identidade do distrito.


3.3. Charolas de São Sebastião e Tradições Culturais


As Charolas de São Sebastião e as Folias de Reis constituem as mais autênticas manifestações da religiosidade popular e da cultura imaterial de Mutum. Reconhecidas como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Registros IEPHA nº 626 e 628, de 6 de janeiro de 2017), essas tradições centenárias atraem visitantes e pesquisadores de todo o país.


As Folias reúnem em torno de si diversas práticas culturais, saberes, formas de expressão, ritos e celebrações, representando uma parte importante do patrimônio cultural mineiro.


Fonte: IPatrimônio — Mutum – Charola de São Sebastião de Ponte Alta


O giro das Charolas ocorre anualmente entre 6 e 20 de janeiro (período da Festa de São Sebastião), quando os foliões percorrem as casas dos devotos da zona rural cantando toadas, tocando instrumentos (viola, violão, cavaquinho, sanfona, caixa, pandeiro, chocalhos) e recolhendo donativos. O III Encontro Municipal de Charolas (2016) teve como objetivo explícito “resgatar onde já teve como em Ocidente, Roseiral, Humaitá, Farias, etc.”, indicando que o resgate dessa tradição no distrito está na agenda das políticas culturais do município.


A programação cultural do município inclui ainda o Carnaval de Mutum (MutumFolia), a Festa do Divino, as festas juninas (com quadrilhas, fogueiras e barraquinhas de comidas típicas) e a Festa da Padroeira Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro). Esses eventos refletem “a rica tradição cultural da região” (Explora Brasil) e constituem importante atrativo para o turismo de eventos e de vivência cultural.


3.4. Feira de Artesanato


A Feira de Artesanato de Mutum é um espaço onde os visitantes podem encontrar produtos feitos por artesãos locais: desde peças de cerâmica até bordados e objetos de decoração. A feira é uma ótima oportunidade para adquirir lembranças e apoiar a economia local, além de ser um momento de interação com os moradores e de apreciação da cultura regional (RotadosDestinos).


A Associação Mutuense de Artesãos (AMA) tem promovido a participação de artesãos mutuenses em feiras estaduais e nacionais, contribuindo para a visibilidade do artesanato local e para a geração de renda.


3.5. Calendário de Festas e Eventos


Período Evento Local Tipo

Janeiro Giro das Charolas e Folias de São Sebastião Comunidades rurais: Ponte Alta, Imbiruçu, Caracol, Roseiral, etc. Manifestação cultural‑religiosa

Janeiro Festa do Padroeiro São Sebastião Igreja Matriz, Quadra Poliesportiva, Praça Farmacêutico Nicolau (sede) Festa religiosa e cívica

Janeiro (data variável) Aniversário de Roseiral Distrito de Roseiral Festa cívica

Fevereiro / Março MutumFolia (Carnaval) Praça Benedito Valadares e ruas da sede Carnaval popular

Junho 1º Mutum Arraia (festas juninas) Praça de Eventos João da Costa Oliveira (sede) Festa junina

Julho Exposição Agropecuária e Encontro do Mutuense Ausente Parque de Exposições (sede) Exposição agropecuária, shows, rodeio

5–7 de agosto Festa do Bom Jesus Distrito de Roseiral – Igreja do Bom Jesus Festa religiosa

Setembro (data variável) Encontro de Charolas e Folias de São Sebastião Sede do município (Praça Dona Maricas/Ginásio) Encontro cultural

12 de outubro Festa da Padroeira Nossa Senhora Aparecida Igreja Matriz (sede) e comunidades da paróquia Festa religiosa


4. TURISMO RURAL E AGROTURISMO


4.1. Rota do Café e Produção de Cafés Especiais


Mutum está inserido na Rota do Café da Zona da Mata mineira, uma região reconhecida internacionalmente pela qualidade de seu café arábica. O município produz cerca de 180 a 200 mil sacas anuais, parte das quais certificada como “café especial” (Coocafé), com rastreabilidade e pontuação superior a 80 pontos pela metodologia da Specialty Coffee Association (SCA).


O “passeio pela Rota do Café” permite aos turistas conhecerem as plantações de café da região. Durante o passeio, é possível aprender sobre o processo de cultivo e produção do café, além de degustar diferentes tipos da bebida, sendo uma excelente oportunidade para entender mais sobre a cultura mineira e suas tradições (RotadosDestinos). As visitas às fazendas de café podem ser agendadas por meio da Coocafé (unidades de Mutum e Imbiruçu) ou diretamente com os produtores associados.


4.2. Produtos Coloniais: Queijos, Doces, Cachaça e Compotas


A agricultura familiar de Mutum — representada pela Associação da Agricultura Familiar de Humaitá (AAFH) — produz uma gama de produtos coloniais que podem ser adquiridos pelos turistas em feiras e propriedades rurais. Destacam‑se:


· Queijos artesanais (queijo minas frescal, meia‑cura, curado e de coalho), produzidos com leite das fazendas locais (especialmente da Fazenda Mutum, em Roseiral);

· Doces de leite cremoso e tablete, produzidos em tachos de cobre em pequenas agroindústrias familiares;

· Cachaça artesanal, com pelo menos uma marca local (“Kero Cachaça”) e produção familiar em alambiques de bairros rurais (Ocidente, Roseiral);

· Compotas de frutas nativas (jabuticaba, cambuci, araçá, goiaba), geleias e mel.


O distrito de Roseiral também oferece “uma variedade de opções de alimentação, desde restaurantes de comida típica mineira até lojas de conveniência e mercados” (Férias.tur.br – Roseiral). Além disso, o distrito conta com uma equipe de profissionais de turismo dedicados a ajudar os visitantes a planejar suas viagens e a se sentir bem‑vindos (Férias.tur.br – Roseiral), indicando a existência de receptivo turístico organizado.


4.3. Rotas Turísticas Estruturadas


Rota do Mutum (Ipaba/MG): embora sediada no município vizinho de Ipaba (Vale do Aço), este roteiro turístico é uma referência regional que inspira iniciativas similares em Mutum. A Rota do Mutum percorre a zona rural de Ipaba, unindo produção artesanal, gastronomia, ecologia, valorização do patrimônio cultural e preservação ambiental. O roteiro foi certificado como Boas Práticas do Turismo na categoria Promoção e Apoio à Comercialização (Revista Caminhos Gerais). A iniciativa, criada em 2019 pela agência Ana Cleide Eventos Exclusivos, foi inspirada em missão técnica promovida pelo Sebrae/MG a Venda Nova dos Imigrantes (ES) e conta com a parceria da Cenibra (Projeto Mutum), do CTMAM e do Sebrae Minas.


Rota Cicloturística Vales dos Tropeiros (Timóteo/Marliéria/Dionísio): percurso circular de aproximadamente 196 km (a maior parte em estradas de terra), passando por trechos do Parque Estadual do Rio Doce e por municípios vizinhos, resgatando as antigas trilhas de tropas. A rota tem sido divulgada pelo Sebrae Minas como exemplo de turismo sustentável que une natureza, memória, gastronomia e hospitalidade mineira. Mutum não integra atualmente o percurso principal, mas pode ser conectada a ele por ramais secundários.


Trilhas do Rio Doce (IGR): instância de governança regional que atua no desenvolvimento do turismo local na região. Tem como missão estruturar e integrar o turismo regional, fortalecendo os municípios associados à Política de Regionalização do Turismo (Institucional – Trilhas do Rio Doce). A IGR desenvolve programas estratégicos de capacitação e qualificação turística, certificação de empreendimentos turísticos, criação e comercialização de rotas e roteiros turísticos, e incentivo ao turismo de base comunitária, integrando a produção associada e fortalecendo a economia local (Institucional – Trilhas do Rio Doce). Mutum pode se beneficiar dessas iniciativas ao aderir formalmente à IGR e ao participar de suas capacitações, certificações e roteiros integrados.


5. INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS TURÍSTICOS


5.1. Hospedagem


Mutum não dispõe de grandes redes hoteleiras, mas oferece pousadas familiares e hotéis de pequeno porte com preços acessíveis e atendimento personalizado. O portal Férias.tur.br lista hotéis e pousadas em Roseiral, indicando que o distrito conta com opções de hospedagem para os visitantes.


5.2. Alimentação


A gastronomia local — baseada na cozinha mineira de raiz — é servida em restaurantes familiares nas sedes de Mutum e Roseiral, bem como em barracas nas feiras e eventos. Os pratos típicos incluem feijão tropeiro, frango caipira com quiabo, angu, queijo minas artesanal, doces de leite, pão de queijo e cachaça. A oferta de alimentação no distrito de Roseiral é descrita como diversificada, “desde restaurantes de comida típica mineira até lojas de conveniência e mercados” (Férias.tur.br – Roseiral).


5.3. Transporte e Acessibilidade


Mutum é servida pela rodoviária municipal, localizada na Rua A, 15 – Centro, com telefone (0xx33)3312‑1185 (Viajandar). O acesso para turistas pode ser feito por carro ou ônibus, partindo das principais cidades de Minas Gerais (Belo Horizonte, Governador Valadares, Manhuaçu, Caratinga). A cidade é considerada um destino seguro para turistas, com baixo índice de criminalidade (Viajandar – Turismo e Dados de Mutum). O custo médio da diária é baixo, o que atrai viajantes com orçamento limitado.


5.4. Estrutura de Apoio ao Turista


A Prefeitura Municipal mantém o Departamento de Turismo (Departamento do Turismo Mutum MG), com página no Facebook (Departamento do Turismo Mutum MG, 2024) e atuação na divulgação de eventos, capacitação de agentes e articulação com o trade turístico. O distrito de Roseiral conta com “profissionais de turismo dedicados a ajudar os visitantes a planejar suas viagens e a se sentir bem‑vindos” (Férias.tur.br – Roseiral), indicando a existência de receptivo local — ainda que informal — composto por moradores e pequenos empreendedores.


6. O PARQUE ESTADUAL DO RIO DOCE COMO DESTINO ÂNCORA


Localizado a cerca de 60-100 km ao norte do centro de Mutum (municípios de Timóteo, Marliéria e Dionísio), o Parque Estadual do Rio Doce (PERD) constitui o principal destino de ecoturismo da região e pode ser integrado a roteiros que incluam Mutum e Roseiral como escalas de pernoite e alimentação, especialmente para viajantes que utilizam a MG‑108 e a BR‑381 como eixos de circulação